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(Fonte: Associação Religiosa Nambei Honganji Brasil Betsuin)
HOOJI - Celebração de Homenagem Póstuma
No Budismo, após a morte de um ente querido da família, parente, mestre, professor ou amigo, é costume celebrar as seguintes homenagens póstumas: 7° dia, 49° dia, 100° dia, 1° aniversário, 3° aniversário, 7° aniversário, 13° aniversário, 17° aniversário, 25° aniversário, 33° aniversário, 50° aniversário, respectivamente (Existem subdivisões mais detalhadas, porém aqui nós as omitiremos).
As Celebrações de Homenagem Póstuma consistem em reunir parentes e amigos do falecido e convidar um monge para oficiar a leitura solene dos textos sagrados (Sutras), diante da imagem do Buda Amida. Na tradição budista essas reuniões têm por objetivo escutar e refletir sobre o Dharma (O Ensinamento de Buda).
O termo japonês Hooji significa literalmente "Serviço do Dharma". É um encontro solene para ouvir o Ensinamento do Buda. Esta é uma ocasião importante para repensarmos sobre a vida humana, esclarecer a questão fundamental da existência e conscientizarmos do nosso verdadeiro eu que está esquecido.
Qual é a atitude correta em relação ao falecido? Algumas pessoas pensam em fazer algo para o morto, e com esse sentimento pedem o Hooji, mas essa não é uma maneira correta de pensar. Outros pedem o Hooji para apaziguar o espírito do falecido, mas essa também não é a maneira correta de pensar.
De acordo com o budismo, a atitude correta em relação ao falecido é vê-lo, humildemente, como um mestre que nos ensina sobre a finitude e a impermanência das nossas vidas. O Hooji nos convida para refletirmos sobre o verdadeiro significado da nossa existência. Estas são as questões expressas nos Textos Sagrados Budistas. Portanto, o budista respeita a reverência ao falecido como sendo "O Bom Mestre" que nos ensina o significado da vida humana.
Aqui e agora, nós, diante da imagem do Buda, requestionamos como podemos valorizar e respeitar o falecido. Será que a atitude correta não seria nos elevarmos como verdadeiros seres humanos a partir da orientação dada pelo budismo?
Oferecimento de incenso (Oshooko)
O oferecimento de incenso expressa a alegria da conversão advinda do autoconhecimento a partir de uma voz que nos chama para um "despertar" da nossa natureza com "cidadãos do país dos Budas". A forma correta é, diante da imagem do Buda, corrigir a postura e com uma atitude de reverência inclinar levemente a cabeça. Em seguida, oferecer duas vezes incenso e em silêncio unir as mãos; reverenciar, inclinar novamente a cabeça e recitar o "NAMU AMIDA BUTSU".
Saudação com as mãos postas (Agasshoo)
Representa a gratidão de ser guiado pelo Buda. É feita com uma postura correta e natural, unindo as mãos envolvidas pelo rosário (Nenju) e recitando várias vezes o "NAMU AMIDA BUTSU". A seguir inclina-se ligeiramente o corpo, fazendo uma reverência.
Observação: Não se deve esfregar as contas do rosário, bater palmas, fazer o "sinal da cruz", etc...
Como existem muitos mal entendidos em relação à contagem das celebrações, incluímos uma breve explicação. Para contar as celebrações, utilizamos o ideograma "Ki". Por exemplo: "Isshu-ki" que refere-se à celebração de um ano de falecimento. Esse ideograma significa "parar a mente", representando a minha perplexidade perante a morte. A primeira celebração é o rito fúnebre chamado em japonês de "Osooshiki"; após um ano celebra-se o "Ishuu-ki" e no segundo ano celebra-se o "Sankai-ki". Apesar do Sankai-ki ser considerado como o 3° aniversário, na realidade corresponde ao 2° ano completo de falecimento.
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