(lê-se a sílaba "rô" como em "caro", com acento tônico em "ma" e "ji" como "di", assim: Rôômádí)
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É a escrita com letras romanizadas. Também chamada de "Sistema Hepburn" em virtude de ter sido o americano Mr. Hepburn o idealizador dessa forma de grafia, adaptando a escrita japonesa, utilizando as letras usadas nos USA, segundo o som da língua nipônica, tal como se ouve.
Por exemplo: "Eu sou japonesa, mas o Sr. Miranda é brasileiro."
Em "Roomaji" ficaria: "Watashi wa nihon-jin desu. Demo Miranda-san wa burajiru-jin desu."
Obs.: a pronúncia seria: "Uatashi ua nirron-din dess. Demo Miranda-san ua buradiru-din dess."
Essa forma facilita muito o aprendizado da fala sem se preocupar com a escrita japonesa durante o curso básico. Por isso o nosso curso a adota nos quatro períodos básicos, para não sobrecarregar o aluno desde o início do estudo da língua japonesa.
Você já imaginou!? Se fosse um aluno já estaria pensando: "Eu quero falar japonês o mais rápido possível, mas se eu preciso antes aprender a ler e escrever em japonês... ah! vai ser complicado demais para mim." E provavelmente acabaria desistindo em poucos meses.
A forma "Roomaji" atualmente é muito utilizado para transmissão de e-mails para aqueles que ainda não instalaram o Windows Japonês em seus computadores.
Há também dicionários português/japonês/português utilizando como recurso esta forma de escrita para facilitar a leitura de vocabulários que vêm em "hiragana, katakana ou em kanji", os quais veremos mais adiante.
Há pequenas regras de símbolos fonéticos adotadas no nosso curso que vale a pena conhecê-las:
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Símbolo fonético
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Pronúncia e observações
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ch
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Como ch de children da palavra inglesa. Ex.: chikai (perto), chizu (mapa), chichi (meu pai).
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ge
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Como gue de guerra da palavra portuguesa. Ex.: genshi (átomo), gendai (modernização), gen-mai (arroz integral).
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h
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Como r de rosto da palavra portuguesa. Ex.: hishi (estrela), hikari (brilho), haha (minha mãe), hebi (cobra).
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ii / uu / oo
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Quando aparecem duas vogais iguais seguidas, indicam o prolongamento da primeira vogal. Utilizem-nas somente nas palavras oriundas do japonês. Ex.: ooki (grande), chiisai (pequeno), yuumei (famoso).
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kk / ss / tt
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Quando aparecem duas consoantes iguais seguidas, indicam uma parada brusca na sílaba anterior. Ex.: kokka (hino nacional), isshoni (juntos), matte (espere).
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k
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Esta letra soa como "c" de casa da língua portuguesa. Ex.: kaze (vento), okaasan (mãe de terceiros ou quando chama a própria mãe com respeito).
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r
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Como "r" de cara do idioma português. Ex.: ringo (maçã), rainen (ano que vem), remon (limão).
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s
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Quando vem no início ou no meio da palavra, soa como "s" de sapato em protuguês. Ex.: sakura (flor de cerejeira), takasa (altura), Oosaka (cidade de Osaka - "Oossaka")
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su
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A vogal u quase não soa, ficando um fricativo surdo. Ex.: Supein-jin desu (Sou espanhol). Você ouve assim: Spein-din des.
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sh
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Como "x" da palavra portuguesa "xícara". Ex.: shima (ilha), Shuukan (costume).
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tsu
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Esta sílaba e a sua pronúncia não existem em português. Todavia, para se ter uma pronúncia aproximada, a letra "t" soa ao mesmo tempo que a letra "s". Ex.: tsume (unha), tsutsumi (embrulho). Outra dica: pronuncie a sílaba "tsu", fechando o maxilar superior e o inferior e encostando a língua nos dentes da frente.
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y
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Soa como ditongo oral quando vem no meio da palavra. Como no caso de "qui" da palavra portuguesa "quiabo". Ex.: kyakuma (sala de visita), okyaku-sama (passageiro, visita, cliente).
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A segunda escrita é a chamada Hiragana (pronuncia-se "riraganá", lendo-se como em português).
Ela é composta por 46 caracteres e 25 derivados. Sua escrita é utilizada para expressar palavras de origem japonesa.
TABELA DE HIRAGANA - 46 CARACTERES
Hiragana derivados são os que recebem sinais diacríticos chamados Nigori (") e Maru (°).
Quadro de Hiragana: 25 derivados
A escrita Katakana (pronuncia-se "catacaná", lendo-se como em português).
Ela também é composta por 46 caracteres e 25 derivados. Sua escrita é utilizada para expressar palavras de origem estrangeira e sons onomatopaicos.
TABELA DE KATAKANA - 46 CARACTERES
Katakana derivados são os que recebem sinais diacríticos chamados Nigori (") e Maru (°).
Quadro de Katakana: 25 derivados
São ideogramas (letras-idéias / letras simbólicas) de origem chinesa, intruduzidos no século V, quando o Japão não possuia seus próprios caracteres e aplicava-se os chineses, o Kanji, para expressar o seu sentimento literário.
Quando, em fins do século VIII, houve a interrupção das relações com a China, foram adotados os caracteres katakana e hiragana, simplificando o Kanji.
Atualmente usa-se uma mistura desses três caracteres na linguagem escrita. Daí resulta o fato de que os japoneses e chineses conseguem se entender através da escrita, sem diálogo.
O Kanji é usado para formação de palavras, expressando o seu significado no próprio símbolo. Em outras palavras, o Kanji exprime o próprio significado da palavra.
O Kanji muda sua leitura várias vêzes, porém, seu significado jamais se modifica. Eis a grande razão de até a presente data, o Kanji permanecer intacto nas línguas japonesa e chinesa.
Após a segunda guerra mundial, o Japão sofreu uma reforma geral, nas áreas política e educacional:
- 03 de novembro de 1946: nova nomenclatura da língua japonesa, determinando o número de Kanji.
- 03 de maio de 1947: a nova Constituição do Japão.
O Ministério da Educação e Cultura do Japão (Monbusho) elaborou uma lista, contendo 1900 essenciais Kanjis a serem utilizados para documentos oficiais, jornais e revistas. Essa lista foi oficializada em 1947.
Dos 1900 Kanjis, 996 são dados no curso primário, assim distribuídos:
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Curso primário do Japão
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Número de Kanjis dados
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Primeiro ano
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76
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Segundo ano
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145
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Terceiro ano
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195
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Quarto ano
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195
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Quinto ano
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195
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Sexto ano
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190
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Os restantes são dados, gradativamente, até o término do segundo grau.
A maioria dos Kanjis foi idealizada pela própria forma da natureza. Logo, ao observarmos uma palavra escrita em Kanji, podemos sentir o significado da palavra, o que não acontece com a escrita romana.
O quadro abaixo demonstra como foram criados os Kanjis, e ao passar do tempo, os aprimoramentos sofridos, até chegarem ao formato dos Kanjis atuais:
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Evolução do Kanji
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Atual
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Pronúncia
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Significado
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KAWÂ
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rio
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YAWÂ
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montanha
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MÊ
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olhos
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TSUKÎ
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lua, mês
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KUCHÎ
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boca
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ÂME
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chuva
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TÊ
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mão
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USHÎ
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vaca, boi
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HI
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sol
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HI
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fogo
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Agora que conhecemos as três escritas (hiragana, katakana e kanji), podemos voltar ao exemplo inicial que escrevemos totalmente em Roomaji e transcrevê-la, misturando-as harmoniosamente:
"Watashi wa nihon-jin desu. Demo Miranda - san wa burajiru - din desu.
Explicações:
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WATASHI:
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fica em Kanji porque é uma palavra que exprime a idéia de EU.
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WA:
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fica em Hiragana porque é uma partícula japonesa que indica o sujeito da oração.
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NIHON-JIN:
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fica em Kanji porque é um substantivo e dá idéia de pessoa nascida no Japão.
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DESU:
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usa-se o Hiragana porque, apesar de ser uma palavra japonesa, é um verbo auxiliar com desinências irregulares.
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DEMO:
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fica em Hiragana porque é uma conjunção. Conjunções, posposições, partículas que designam a função da palavra, não tem Kanji.
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MIRANDA-SAN:
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Escreve-se metade em Katakana e metade em Hiragana pois Miranda é uma palavra estrangeira e San é uma palavra japonesa, um sufixo, indicando pronome de tratamento.
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WA:
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Veja explicação acima.
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BURAJIRU-JIN:
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Escreve-se também metade em Katakana e metade em Hiragana, pois "burajiru" e palavra estrangeira adaptada da palavra "Brasil" e "jin" é sufixo japonês para indicar a nacionalidade da pessoa.
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DESU:
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Veja explicação acima.
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