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Expressões Formais e Informais

Na língua japonesa há seguintes graus de conversação:

01) Línguagem honorífica de respeito (SONKEI NO KEI-GO). Exemplo: Tamada-sam wa irasshaimasu ka.

02) Línguagem honorífica de humildade (KENJOU NO KEIGO). Exemplo: Hai, Tamada wa orimasu.

03) Línguagem polida ou formal (TEINEI-TAI). Exemplo: Tamada-san wa imasu ka.

04) Línguagem reduzida ou informal - "o japonês de verdade" (FUTSUU-TAI) Exemplo: Tamada wa iru ka. Aa, iru yo.

Assim, o único verbo em português "estar", em japonês foi expresso em quatro modalidades. Por essa razão, tal como a gramática japonesa exige, o povo japonês naturalmente expressa no dia a dia, ora com muito respeito aos terceiros, ora com muita humildade para si e ora sem cerimônia entre amigos, o que não acontece na língua portuguesa.

Se o professor for ensinar o japonês aos brasileiros, começando pelo nº4 acima, há risco de o aluno cometer um grande êrro durante uma conversação, por exemplo, numa reunião onde estejam presentes vários níveis de pessoas: Ministros, seu chefe direto, sua mulher, seus amigos.......
Pelo nº4 facilitaria até o professor ensinar, porque a expressão é muito reduzida, é fácil de o aluno decorar. E também, qualquer pessoa que fale o japonês informal, sem ter conhecimento dos graus 1, 2 e 3, poderá ensinar. O aluno iria vibrar.
"Ooba, já estou podendo comunicar!!" Mas, este seria desprezado e reprovado na sociedade japonesa pelo fato de só saber expressar-se informalmente.

Aconteceu um fato numa festa de fim de ano na casa do cônsul japonês. Um carioca da gema, pegou o cônsul e tascou o japonês informal, o único que tinha aprendido, de um professor despreparado. O cônsul ficou apavorado e quis saber quem 0 tinha ensinado.
Isso foi há 30 anos....

Houve outro fato: um brasileiro, engenheiro que foi a serviço da empresa ao Japão.
Durante o serviço, não houve problemas de línguas porque ele se comunicava em inglês. À noite esse engenheiro frequentava boates, discoteca e acabou aprendendo japonês com bichas japonesas, com garotas de programas. Após 1 ano, ele voltou e quis continuar aperfeiçoando o japonês. Veio ao meu curso. Matriculou-se. Todavia, para tirar o seu vício de linguagem, não foi fácil!!! (Ele falava fluentemente, exatamente como uma bicha sem que ele percebessse....)

Para pessos leigas: Utiliza-se os 4 livros de conversação básica sem escrita e a linguagem utilizada é a forma polida, mas jamais a informal. Assim, o aluno pode expressar com qualquer nível de pessoa sem se preocupar se está desrespeitando ou respeitando o ouvinte, pois o falante está se expressando em polidez. Durante esse curso básico só de conversação, se o aluno interessar em escrever, o curso introduz o livro de silabário sem interromper o seu curso. O que retarda o aluno a falar é introduzir a escrita junto com conversação. Uma criança aprende a falar primeiro e depois vai à escola para aprender a escrever.

A partir do 5º livro de conversação, a linguagem muda para informal. O livro agora vem escrito em caracteres. Acabou-se a fase do rooma-ji. Nesse período o aluno fica ciente que com a linguagem formal ele fala com o "cônsul" e com a informal ele pode falar com amigos mais chegados ou começar a ler uns mangás.

A partir do 8º livro de conversação, a linguagem muda novamente. Agora é a vez de o aluno aprender as linguagens honoríficas: de respeito e de humildade.
Quer dizer, trocamos a ordem da gramática apenas para que os alunos pudessem falar em japonês o mais rápido possível sem vexames.


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