Banner Superior
Japão - Mundo - Brasil
linha azul
Home A Escola O Sistema Auding Atividades
Programa Internet Traduções Curriculum Localização
Histórico Livros didáticos Certificados E-mail
linha azul

HONESTIDADE

 
Por Rosa Tokiko Sonoo
E-mail rosa@sonoo.com.br
Home Page www.sonoo.com.br

Hoje de manhã quando estava saindo à caminhada matinal, aconteceu uma coisa muito interessante em plena luz do dia.

Estava caminhando, como sempre faço onde mato dois coelhos ao mesmo tempo: um é a caminhada de dois quilômetros para manter a saúde, outro é para despachar as encomendas no correio. Em vez de tomar ônibus que tem cerca de três pontos eu faço questão de caminhar até o Shopping onde há um correio.

Uns 300 metros adiante iam duas pessoas também caminhando apressadamente.
Pareciam-nas que iam ao trabalho. De súbito, uma delas deixou cair uma cédula, mas continuou a caminhar em direção à estação do metrô Glória. Imediatamente a chamei: “Ei, moça, moça, moça...”.

Todavia, ela apenas me olhou, aliás, me encarou e rapidamente continuou o seu caminho. Um motorista de táxi assistia à cena e sorriu para mim. Catei a cédula antes que o vento a levasse. Era uma nota de cinqüenta reais. Sai correndo, insistindo em chamá-la: “Moça, moça, moça”, mas nada de ela olhar novamente para mim, pelo contrário, começou a andar mais rápido ainda. Nisso estava vindo um rapaz em minha direção e logo percebeu que eu queria entregar alguma coisa para moça. Então, ele fez o sinal e a moça parou e me viu com mais calma, mas ainda me encarando. Nessa altura eu já estava quase sem respiração, tossindo muito porque tinha pegado uma gripe na semana passada e ainda minha garganta doía muito. Eu falei com uma voz abafada, meio rouca: “Moça, você deixou cair isso”.E lhe entreguei a cédula.
Ela ficou tão surpresa, até assustada e apavorada, mas logo a seguir me agradeceu muito. A sua expressão já era mais tranqüila e desceu correndo a escadaria do metrô.

Talvez ela tivesse pensado que eu fosse uma vendedora ambulante por chamá-la insistentemente, pois corria atrás dela, ou uma senhora já de idade “estrangeira” querendo pedir informações ou até uma mendiga simpática, tentando pedir uma caridade. Só me lembro que foi assustadora a maneira pela qual ela se esquivava de mim por mais que eu a chamasse e a seguisse.

Realmente, não há dúvida de que a cidade do Rio de Janeiro está cada vez mais insegura, perigosa e, sobretudo violenta. Por essa razão, certamente essa moça não atendeu o meu chamamento, pois ela, representando a cidadã carioca, já não ouve, não confia, não sorri e não conversa com os transeuntes como antigamente.

Fiquei profundamente triste pelo acontecimento, entretanto ao mesmo tempo, fiquei feliz naquela manhã pelo fato de ter praticado uma boa ação logo de manhã cedo. Parecia que o sol estava brilhando para mim.

Eu moro aqui no Rio, há 35 anos e sempre penso e pensei em viver honestamente, testando a própria capacidade, demonstrando amor e carinho mesmo que ao redor, eu sinta e veja a olho nu, tanta corrupção, tanta maldade, tantos assaltos e tantas desonestidades, não pretendo imitar nenhum desses atos porque tenho orgulho de ser brasileira e no meu coração existe toda a gama de educação que recebi dos meus pais que foram imigrantes japoneses trabalhadores, honestos que apesar de terem passado por muitas dificuldades, jamais prejudicaram seus semelhantes. Graças a essa semente que eles plantaram no solo brasileiro, os seus descendentes nisseis, sanseis, yonseis, têm mais livre acesso, mais confiança e boas oportunidades na sociedade brasileira. E eu gostaria de continuar vivendo assim: com honestidade como se fosse a representante do povo japonês aqui no Rio de Janeiro. Ainda mais nessa época de carnaval onde muitos turistas japoneses estão chegando, eu desejo ardentemente que todos eles aproveitem bem, “curtam” a cidade maravilhosa e que sejam bem recebidos, bem quistos pelos cariocas. E pelo contrário, tomara que esses jovens japoneses recém chegados do Japão não sejam vistos como desonestos que continuem demonstrando a sua honestidade com o espírito de um Samurai.

Para terminar, a palavra honestidade, SHOUJIKI, se escreve com dois ideogramas sendo que o primeiro é de correto, TADASHII e o segundo de consertar imediatamente, TADACHI NI NAOSU, logo literalmente, HONESTIDADE significa “consertar imediatamente para tornar correto”. Juntando os dois ideogramas leiam pela leitura “on-yomi” que dá a palavra SHOUJIKI.


Home    |    A Escola    |    O Sistema    |    Auding    |   Atividades    |   Programa    |   Aulas pela Internet
Traduções    |   Curriculum Vitæ    |   Localização    |   Histórico    |   Livros Didáticos    |   Certificados
   |   O Japão    |   A Cultura    |   Culinária Japonesa    |   Curiosidades    |   Na mídia
A Mascote    |   Intercâmbios    |   Tatuagens    |   As 4 Escritas    |   E-mail

© 2001 Curso de Língua Japonesa - Método Rosa Sonoo
© 1997 - 2001 WG Web & Graphics

email this page to a friend