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Ranuki Kotoba

(por Rosa T. Sonoo)
e-mail: sonoo@vetor.com.br
site: www.sonoo.com.br


           Após ter publicado o artigo sobre "RANUKI KOTOBA - Palavras sem a sílaba RA", em 3 de maio próximo passado, recebi comentários sobre o assunto em questão. Achei muito interessante e por sinal muito mais concreto uma vez que ela vive no Japão, é japonesa catedrática que dá aula de japonês para universitários estrangeiros.

          Diz ela que o fato de falar, desprezando a sílaba RA nos verbos como "TABEREMASU em vez de TABERAREMASU", já tem se espalhado por todo o Japão há muitos anos e até já foi notícias de rádio e televisão. Embora os apresentadores e repórteres, claro, não expressem assim, fora da mídia, quase todos japoneses estão utilizando-as na conversação do dia a dia. Nota-se muito nas propagandas e nas letras de músicas populares também. A minha mãe, diz ela, que é uma pessoa conservadora quanto ao modo de falar e nas pronúncias das palavras, ficou pasmada ao ouvir tais expressões.

          Evidentemente que na linguagem escrita ainda é difícil encontrar "RANUKI KOTOBA" e tão pouco não é permitido introduzi-las nos livros didáticos.

          Em virtude de os verbos do segundo grupo terem forma de "RARERU" na capacidade "KANOU" , voz passiva "UKEMI", honorifico "SONKEI" e na espontaneidade "JIHATSU" , daqui em diante haverá tendência maior de serem utilizadas as expressões "RANUKI KOTOBA" para somente nas de Capacidade, separando a função de outros verbos do primeiro grupo.

          Entretanto, isso não quer dizer que o governo da área de educação vá admiti-las, por dois motivos:

1º) mesmo que 'RANUKI KOTOBA' estejam sendo utilizadas nos verbos com poucas sílabas, como por exemplo, "KURU, MIRU, NERU, OKIRU", é pouco freqüente de serem praticadas nos verbos como ''KANGAERU" que tem muitas sílabas. Neste caso, o índice é bem menor.

2º) em vez de usar "KORERU, MIRERU" no afirmativo, é muito mais freqüente ouvir dizer em casos de negação como "KORENAI, MIRENAI", em vez de "KORARENAI, MIRARENAI''.

          Dessa forma, por haver divergências do uso, apesar de ser do mesmo grupo de verbos, assim como há casos em que se usa mais no negativo em vez de afirmativo, eu acho que é muito difícil estabelecer uma nova regra na gramática.

          No Japão também, ensina-se a gramática oficial da língua japonesa, portanto, em salas de aula não se introduz "RANUKI KOTOBA", mas há ocasiões em que os alunos ouvem e automaticamente usam-nas. Nessa ocasião, o dever de um professor é explicar-lhes os motivos acima.



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