Em
japonês há dois verbos distintos, um para intransitivo
regido pela particula “ga”e outro para transitivo
com a partícula “o”, quais não acontecem
em português.
Vejamos
como ficam as frases acima:
A
janela se fechou. “Mado ga shimarimashita” = verbo
intransitivo “ga shimaru”
Ela fechou a janela. “Kanojo wa mado o shimemashita.”
= verbo transitivo “o shimeru”
Para
que o aluno estudioso entenda a diferença, eu costumo
explicar-lhe da seguinte forma:
Todo
verbo intransitivo em japonês é intrasitável,
a natureza age por si, a coisa apenas acontece por si, ninguém
provoca nada. Ao passo que no verbo transitivo japonês,
alguém precisa participar do acontecimento, alguém
precisa provocar a ação.
E através de vários exemplos o aluno acaba compreendendo
a diferença.
Como
ficariam essas frases em japonês?
O
aluno entrou na sala de aula.
Seito
ga kyoushitsu ni hairimashita.
Foi usado o verbo intransitivo - ga hairu - porque ninguém
provocou a entrada do aluno, e sim, ele sozinho foi entrando.
O professor fez com que o aluno entrasse na sala de aula.
Sensei wa kyoushitsu ni seito o iremashita.
Foi
posto o verbo transitivo - o ireru - porque alguém,
o professor, provocou a entrada do aluno na sala de aula.
Sem a permissão do professor, o aluno não poderia
ter entrado.
Embora haja muitas funções das partículas
GA e O , em japonês, aqui a partícula Ga está
indicando
a regência do verbo intransitivo. Portanto, todo verbo
intransitivo necessita da partícula GA antes.
E aqui, a partícula “O” indica o objeto
direto.
Veja
a sensibilidade da língua japonesa nas pequeninas situações
cotidianas.
Você está carregando certo objeto e este cai
subitamente. Você diria se não tivesse culpa:
“Aa, ochimashita ne” (intransitivo). Entretanto,
você diria se fosse de propósito: “Aa otoshimashita
ne” (transitivo).
Durante
a aula o aluno erra constantemente. Esse aluno diria: “Aa
mata machigatta” (intransitivo). E o professor diria:
“Aa mata machigaeta” (transiivo).